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| a | a | a | ![]() Originais
convencionais Hoje,
quando o mercado gráfico praticamente inteiro se voltou para
os meios digitais, o trabalho com originais convencionais é que
passou a ser um verdadeiro mistério. Jargão digital VIII Dye-Sublimation ou sublimação de cores é um tipo de tecnologia de impressão digital. Sua grande vantagem é a forma pela qual as cores são aplicadas. Seus componentes de colorização são sólidos e para que a impressão ocorra esse material é passado do estado sólido ao gasoso, sem que se liquefaçam. A "nuvem" de tinta é então aplicada sobre o papel de forma controlada pelo arquivo de impressão. O resultado é que na recomposição do material colorido a mescla das tintas forma uma imagem com variação tonal, tal como uma fotografia. Jargão
digital VII
Runarounds
é o alinhamento do tipo que contorna um elemento gráfico. Jargão digital VI CTP pode ser a abreviatura de Computer to Print ou de Computer to Plate. No primeiro caso o termo é relativo ao procedimento de impressão direto por comando de computador, ou seja, é aplicável quando estamos nos referindo a uma impressão executada em impressoras digitais. No segundo caso o termo se refere à gravação de matrizes de impressão por comando de computadores, sem uso de fotolitos. Jargão digital V DPI (dots per inch - pontos por polegada), PPI (pixels per inch - píxeis por polegada) e LPI (lines per inch - linhas por polegada) são três abreviaturas das mais utilizadas atualmente em meios gráficos. A primeira é referente aos pontos de retícula (ou ao que for similar nas impressoras digitais) e é mais indicado de ser utilizado quando nos referimos aos resultados impressos no papel; a segunda abreviatura é referente a resolução das imagens digitais e não deve ser utilizada para designar qualquer outra coisa; a última delas é referente a lineatura das retículas, sejam elas geradas pelo modo convencional ou digital. Jargão digital IV Trap é o termo que designa o encaixe das áreas de impressão adjacentes de cores diferentes. Essas áreas podem ficar finalizadas de forma tão justa que, na impressão, fica impossível para um equipamento de impressão realizar um registro tão perfeito entre elas, o que ocasiona o aparecimento de um filete branco entre elas, chamado de "unha". Jargão digital III Overprint e Knockout são termos complementares. O ideal é que a área sobreposta da impressão seja a menor possível, pois a sobreposição de camadas de tintas pode gerar muitos problemas (de repinte, por exemplo). Mas como não há registro perfeito entre as cores de um impresso em alguns casos é preciso sobrepor alguns pontos propositalmente para evitar o aparecimento de unhas (filetes brancos). O overprint é exatamente essa previsão do espaço a ser sobreposto para evitar problemas, já o knockout é a reserva de determinadas áreas nas quais somente uma cor é impressa. Jargão
digital II O
uso excessivo do inglês gera o emprego de termos como starup
ou "inicializar" (um dos neologismos mais equivocados
já imaginados) que podem ser substituídos, respectivamente,
por começo ou iniciar... Jargão
digital Com
a digitalização de muitas áreas das artes gráficas
o jargão profissional (aquelas palavras que só
determinada área de atuação utiliza com aquele
sentido específico) passou a ser composto de vários
termos novos em inglês. Marcas de impressão - Todo trabalho impresso possui diversas marcas em sua configuração final que, após o corte das peças, desaparecem no final do trabalho. É muito importante nunca esquecer de que é preciso colocar cruzes de acerto, marcas de corte e tarjas de controle densitométrico, além de outras pequenas marcações. Todas essas indicações de produção ficam na parte do papel que não será aproveitada, mas todas devem estar previstas para dentro da área de impressão do equipamento utilizado. Plano de impressão é o esquema de distribuição da imagem do trabalho pela folha de impressão. É preciso prever com cuidado todo o aproveitamento do papel que entrará na impressora. Em trabalhos que rodarão mais de uma vez, quando há possibilidade do uso de mais de um equipamento, é preciso se prever um plano que seja adaptado a todos as condições que possam ocorrer. Adaptação no mercado gráfico O que determina o tipo de equipamento que será utilizado para impressão de qualquer impresso é sua tiragem. Pequenas e médias tiragens são tradicionalmente impressas em equipamentos planos (aqueles que imprimem folhas), já as grandes tiragens são geralmente produzidas em equipamentos rotativos. Com a entrada de um bom volume de equipamentos novos no mercado no último ano o perfil das tiragens destinadas às rotativas. Toda uma série de inovações na alimentação, nas circunferências dos cilindros de impressão, nos secadores, além de sistemas mais evoluídos que permitem uma troca de trabalhos mais rápida resultam em reduções de custos que permitem que tiragens de 10 mil exemplares de impressos editoriais sejam feitos nesse tipo de equipamento. Impressão sobre garrafas de vidro Imprimir sobre uma superfície curva e de vidro é algo um tanto complicado. A solução é utilizar telas metálicas de serigrafia e tintas vítreas. As telas se adaptam a superfície dos mais diferentes tipos de garrafas (e outros objetos côncavos), pois quando pressionadas se distendem de forma a permitir a impressão. O perfil da lâmina do rodo de impressão também deve ser recortada de forma a facear a área de impressão. Ilustração Digital Além das ilustrações em bitmaps, imagens geradas por programas de desenho vetorial (como o Ilustrator, o Freehand ou o Corel Draw) podem obter efeitos visuais tão bons quanto desenhos feitos nas técnicas tradicionais. Geralmente são arquivos mais leves, com aspectos visuais mais simples e próximos das ilustrações a traço com cores chapadas. Ilustradores digitais mais hábeis conseguem efeitos próximos aos das ilustrações realistas tradicionais, mas para se conseguir atingir esse ponto é preciso um grande domínio do software. A dica é não tentar dominar todos, nem se deixar levar pela tentação da "última versão", o ideal é mergulhar em um desses programas e tentar dominar amplamente uma de suas versões, e é melhor que seja aquela que é compatível com seu hardware. Ilustração
Digital Poucos
recursos gráficos hoje existentes nos meios digitais surgiram
diretamente neles. A imensa maioria dos filtros e efeitos de programas
de edição de imagens é baseada nos recursos tradicionalmente
criados para as técnicas manuais. Especialmente os programas
de edição de imagem no formato bitmap podem ser
utilizados como ferramentas de desenho e ilustração. Ganho
de Ponto O ganho
de ponto é algo como a impressão digital das impressoras
de offset.
Como boa parte dos impressos que criamos são produzidos nesse
sistema é bom conhecer esse tipo de característica. Estágio
2
E
a bolsa? Quanto é justo que eu receba? Essa é outra questão
que os estudantes fazem com freqüência. Não há
um valor certo ou justo. Tudo depende de que tipo de estágio
é. Estágio
Algumas das
dúvidas mais constantes dos alunos de cursos de graduação
estão relacionadas aos estágios. Em que período
devo começar a estagiar? Estagiar de graça é válido?
Qual o valor de uma bolsa digna? Quantas horas devo dedicar ao estágio?
Ele atrapalha minha formação? O que é um bom estágio? Precificação
Um dos maiores problemas é como cobrar trabalhos de produção
gráfica. Para trabalhos de criação as tabelas de
associações de classe como a ADG, ou de sindicatos como
o SINAPRO, resolvem o problema, mas nos trabalhos de acompanhamento
e orientação de serviços gráficos não
há tabelas. Impressão digital x impressão convencional O caminho das novas tecnologias de impressão passa muito mais pelas novas possibilidades de mídia do que por uma substituição da impressão convencional nos impressos mais tradicionais. Um dos poucos espaços onde a impressão convencional começa a perder espaços é no campo dos outdoors. Atualmente as lonas vinílicas impressas digitalmente já começam a dividir espaços com as folhas de papel impressas no tradicional offset ou em serigrafia. Esse movimento ocorre primeiramente por ser conveniente do ponto de vista econômico, uma vez que mesmo em grandes campanhas a tiragem de uma peça como essa é pequena, área onde o digital é, cada vez mais, mais viável economicamente; e em segundo plano por conta da melhor qualidade e da maior durabilidade das peças confeccionadas digitalmente. Mais uma nova aplicação das novas tecnologias de impressão é utilizar tecido como suporte. Igualmente ao equipamento que imprime parede também já há no Brasil equipamento digital para impressão permanente em tecidos, e que permite trabalhar tanto sobre tecidos sintéticos como sobre tecidos de fibra natural, o resultado final tem boa qualidade e a imagem se fixa boa com resistência das cores. Uma das possibilidades mais interessantes das novas tecnologias gráficas é a impressão de paredes. Já há no Brasil um equipamento digital chamado Michelangelo que, grosso modo, é uma imensa jato de tinta para paredes e funciona a base de tinta PVA; basta preparar a arte no tamanho da área de parede a ser pintada, fechar o arquivo para esse máquina, e mandar imprimir diretamente sobre o reboco, preparado praticamente da mesma forma que para a pintura convencional. Contrariamente ao caso das impressões convencionais os impressos digitais não se encontram, ainda, totalmente estabilizados com relação as suas características. Jatos de tinta, lasers e termo-transferência são apenas algumas das tecnologias disponíveis para a produção de peças gráficas. A opção por um determinado tipo de processo será basicamente devida ao uso final da peça. A grande vantagem desses novos processos é o fato de permitirem tiragens com uma única cópia sem que isso altere substancialmente o custo de fabricação. A calcografia é um tipo de impressão especializada e utilizada em produtos que necessitam de segurança contra a falsificação. Trabalha com matrizes encavográficas e com imagens muitas vezes gravadas a mão. É utilizada em cédulas e é essa impressão que faz as imagens que possuem o relevo que podemos sentir quando passamos os dedos sobre uma nota nova. A tampografia é um processo de impressão inventado em 1970 e destinada a produção de impressões internas aos objetos côncavos. Muito utilizado na área de brindes, trabalha com clichês encavográficos (onde os grafismos estão gravados para "dentro" da superfície da matriz) e tintas coloidais (aquelas que não são nem pastosas, nem líquidas). Seu nome advém das peças de silicone utilizadas para levar as imagens entintadas nas matrizes para dentro dos suportes de impressão, que são denominadas tampões. Teclas de computador são um bom exemplo de produto tampográfico. Todo
mundo já viu um carimbo na vida, e há um processo de impressão
que é muito parecido com o ato de carimbar: a flexografia. Quando
o trabalho gráfico exige grandes tiragens contínuas, como
no caso de certas embalagens flexíveis, ou tiragens de centenas
de milhares de cópias, como no caso de algumas revistas de grande
circulação com periodicidade semanal ou maior, o processo
mais utilizado hoje no mercado é a rotogravura. Atualmente
é muito raro que algum trabalho comercial seja produzido em litografia,
entretanto durante muitas décadas essa foi uma possibilidade
quando o que se desejava era qualidade nas imagens. Entre
os processos de impressão convencionais o mais antigo é
a tipografia, inventada por Guttenberg aproximadamente em 1450. Uma forma bem produtiva de se aprender quais são os recursos que poderemos utilizar em projetos futuros é observar bem os impressos existentes no mercado. A primeira coisa a ser observada é qual processo de impressão é utilizado para fazer determinado grupo de impressos. São exatamente as características de impressão que determinam, na maioria dos casos, a escolha. Quando houver mais de uma opção aplicável a escolha deverá recair sempre sobre o processo de melhor custeio, não há razão para se gastar verba além do necessário. Todo cuidado com a água de molhagem das impressoras offset é pouco, muitas vezes o que causa sérios problemas é o pH equivocado. O problema mais comum é o surgimento de véu na imagem, a água ácida ou básica em demasia dissolve parte da tinta e provoca uma leve cobertura de todo o papel em uma ou mais cores de impressão. Chapados
podem ser problemáticos na hora da impressão. Comumente
surgem manchas e a produção fica prejudicada pela necessidade
de reposição de muito material e o conseqüente prejuízo.
Para se evitar problemas é preciso acertar a máquina com
muito cuidado, a regulagem de tinteiro deve ser feita sem excesso, o
filme de tinta deve estar homogêneo em toda a área do chapado,
o caucho deve ser preferencialmente novo, muito bem alceado e sua base
deve ser montada com os papéis mais macios por cima, pois o principal
fator para facilitar o acerto desse tipo de trabalho é esse:
a maciez do caucho. Vamos falar mais um pouco de arquivos no formato .pdf (Portable Document Format) originários do pacote Acrobat da Adobe. Originariamente criado para permitir um trânsito tranqüilo de documentos na comunicação interna das empresas, sem os problemas causados pelos arquivos originários do Microsoft Word, muito utilizados para esse fim, esse formato foi rapidamente apropriado pelo setor gráfico. Hoje o formato .pdf é quase que um padrão na área, contudo alguns problemas ainda persistem. Um dos problemas mais comum e inconveniente em trabalhos gráficos é a troca de fontes, que pode ser facilmente resolvida com o acionamento da opção de incorporação de fontes aos arquivos no momento da publicação do arquivo nesse formato. Quando
os primeiros processos digitais de impressão chegaram ao mercado
houve uma expectativa de que boa parte dos trabalhos gráficos
migrassem para tais soluções. No entanto, o que realmente
aconteceu foi a criação de um novo perfil: a gráfica
tradicional ficou com o filão do material manufaturado de maior
volume de tiragem e a gráfica digital se posicionou como sendo
um tipo de atividade de serviços. Se aplicarmos imagens em policromias sobre um papel off-white precisamos saber que suas cores sofrerão mudanças perceptíveis pelo cliente. A questão é: como as controlar? Uma primeira opção é imprimir antes um chapado de tinta branco opaco na área que a imagem será impressa, isso aumenta o custo em mais uma entrada, mas cria uma base que preserva integralmente os aspectos colorimétricos da imagem. Outra possibilidade é calibrar as cores previamente e compensar nos filmes da seleção de cores o desvio provocado pela cor do papel. A segunda escolha é a mais complicada, porém menos onerosa. A calibragem de cores, nesse caso, é uma operação quase intuitiva, além disso, é preciso perceber que as áreas de branco da imagem serão irremediavelmente perdidas, e o melhor caminho para que ela surta o efeito esperado é o do ensaio através de provas de prelo e a correção subseqüente até o acerto final. Nos últimos tempos os papéis chamados off-white passaram a ocupar uma boa fatia do mercado. Muito mais confortáveis para a leitura e bons para o manuseio eles ganham espaços em diferentes áreas do setor gráfico. Como eles sempre apresentam alguma coloração (daí o nome) quando imprimimos qualquer outra cor que não o preto sobre eles precisamos saber que essa será alterada, sempre puxando para o tom do papel. A ordem de entrada em máquina das cores de impressão deve sempre ser da mais clara para a mais escura salvo algumas raras exceções, como foi apontado na quinzena anterior. Mas a seqüência tradicional de entrada das cores na quadricromia é: cian, amarelo, magenta e preto; o cian é adiantado por conta do amarelo ser muito claro para visualização da cruz de acerto e esse fato dificultar o registro entre as cores. Essa prática ocorre porque a tinta já impressa migra de volta ao tinteiro na entrada seguinte alterando a coloração das imagens impressas. Quando entramos com um trabalho em máquina, para evitarmos que a contaminação de uma tinta pela anterior seja algo grave o indicado é imprimirmos da cor mais clara para a mais escura, a menos que a cor clara não dê visibilidade para acerto do registro. Com cores especiais é preciso que tomemos esse cuidado também, mas a ordem correta de entrada em máquina deve ser invertida quando houver um grande chapado da mais clara ocupando o fundo do impresso e o restante da imagem for impresso na cor mais escura, pois o filme de tinta ainda úmido do chapado recém-impresso pode causar falhas na impressão de textos e imagens reticuladas na cor mais escura. Como fazer um fundo preto mais bonito em um impresso? Simplesmente chapar o fundo (preencher toda a área) com a tinta preta não resolve o problema, para a cor ficar mais intensa a dica é "calçar" a área com cerca de 20% de cian, assim a impressão ganha um tom aveludado, bem mais vistoso do que aquele que se consegue somente com a tinta preta preenchendo a área. Na quinzena anterior a dica era sobre tipologia e nela lia-se que era necessário tratar-se o tamanho dos textos de forma a "hierarquizar as mensagens textuais" dos trabalhos gráficos, mas o que é exatamente isso? Hierarquizar quer dizer por em ordem por importância, assim o texto do título fatalmente deverá ter um tamanho maior que o do sub-título, e esse, por sua vez, deverá ser de um tamanho menor que o título, mas maior que o restante dos textos da peça. Pegando um exemplo bem simples: em um cartão de visitas de um profissional liberal a mensagem mais importante é o nome do profissional, essa deverá ser imprensa com as maiores letras do cartão; a profissão exercida por esse profissional é a segunda coisa mais importante que a peça comunica e ela deverá estar imprensa com letras de tamanho intermediário; os dados para contato como telefones e e-mail são os que menos necessitam de destaque no cartão, assim são esses dados complementares que deverão estar impressos com o menor tamanho de letra. Só lembrando: no caso do cartão de visita mesmo o nome do profissional não deve ser exagerado, afinal é uma peça de apresentação pessoal, e não uma propaganda ostensiva; no caso de exagero no tamanho das letras teremos uma tabuleta de visita e não um cartão. A escolha de tipologias para trabalhos gráficos deve sempre ser guiada por alguns fatores. O primeiro e mais importante é a legibilidade, qualquer peça de comunicação antes de mais nada deve ser lida; os aspectos estéticos da escolha devem ser direcionados pelo gosto do público alvo e não pelo nosso; já o tamanho dos textos das peças deve ser orientado de forma a hierarquizar as diferentes mensagens textuais que o trabalho contiver. "Disciplina é liberdade", já dizia Renato Russo, e no tocante ao trabalho de criação não há diferença: quanto mais disciplinado o profissional for mais facilmente o executará. Crie um método de trabalho no qual você se sinta confortável e consiga produzir bem, muitas vezes a idéia brilhante não "pinta", aliás, quase sempre o trabalho de criação é muito mais transpiração que inspiração, daí a disciplina ser importante. Algo que sempre funciona bem é começar por dedicar um bom tempo aos esboços (também chamados de roughs pronuncia-se "rafes"); é neles que a distribuição dos elementos pelo espaço gráfico da peça ganha forma; o melhor é se sentar em um local tranqüilo e iluminado e rabiscar de forma bem livre, somente você precisa entender seu esboço, se algo ficar meio incompreensível não perca tempo tentando fazer um desenho mais elaborado, puxe uma seta e escreva ao lado qual imagem deve ocupar aquele espaço marcado no esboço por uma "bolinha torta" ou por qualquer outra forma pouco precisa. O importante é que você consiga conceber muitas opções diferentes, o trabalho mental de criação somente deslancha quando fazemos tal procedimento, é pela insistência no esboçar que nosso cérebro começa a trabalhar melhor e surgem as boas idéias. A dica da quinzena é de autoprodução e, apesar de mais voltada para meus alunos de primeiro período, vale para todos os demais igualmente. Estudar, por mais que seja promissor e recompensador, não é realmente das atividades menos trabalhosas ou dispendiosas e, para uma boa formação em qualquer área do conhecimento a atividade da leitura é das mais importantes. E como leitura é hábito criar rotinas para ler ajuda; todo dia, em determinado horário pare o que estiver fazendo, pegue um livro e leia umas 20 páginas, ao menos. No início pode parecer um longo tempo perdido, mas quando os livros forem apliando sua percepção do mundo, ficará fácil perceber qual a dimensão da importância desse hábito. Caso você tenha dificuldade de concentração - fato muito mais comum do que se pensa - escolha um horário bem tarde da noite, naqueles momentos que a sua casa, o seu prédio e a sua rua já estão bem silenciosos. Caso dê sono, resista. De qualquer forma sem você se habituar a ter um horário certo para leitura ficará mais difícil dar conta de todas as informações necessárias para uma boa formação. Quanto ao material para leitura reproduzir os textos em fotocópias tem sido o mais comum, ainda que seja crime - mesmo que para pequenas partes de livros. O mais indicado quanto aos livros é montar sua própria biblioteca. Textos copiados, em folhas soltas sempre parecem informações pouco importantes, coisas que se irá descartar tal como se descarta a cópia ilegal após as provas. Comprar os livros e ler os textos neles pode lhe dar a dimensão de um compromisso maior com a informação que eles trazem, além de permitir manter um exemplar anotado dos textos mais importantes em sua formação, e montar uma pequena biblioteca pessoal não é algo tão difícil assim. Primeiro é preciso separar um espaço para guardar os livros, uma estante ou mesmo uma prateleira de maior largura das comuns - mas bem firmes, pois livro é algo que pesa muito - podem servir. Essa deve ser posicionada no cômodo de forma a não ser atingida pelo sol, pois muita luz estraga as capas e resseca o papel fazendo com que a impressão perca suas cores e com que os livros comecem a rasgar e quebrar por ressecamento principalmente nas lombadas; em contrapartida um local muito úmido e sem qualquer luminosidade pode fazer aparecer mofo e fungos nos livros, o que igualmente os prejudica. O ideal é um local arejado, luminoso, mas sem incidência de luz direta. Mas para montar uma biblioteca é preciso adquirir livros, o que é algo bastante dispendioso, como fazer então? Um estudante mediano normalmente não possui recursos para comprar todos os livros que professores indicam, a primeira opção, ao menos para as leituras mais urgentes, são as bibliotecas. Fazer cópias integrais de livros (ou mesmo de partes deles) como vem advertido na maioria das publicações mais recentes, e já foi dito acima, é crime contra os direitos autorais. Então a melhor solução para montar uma biblioteca pessoal, composta pelos títulos mais importantes da sua área de conhecimento é se organizar. Primeiro separe um percentual dos seus ganhos para a compra de livros, mesmo que você ainda não trabalhe parte do dinheiro de sua mesada, ou de seus "bicos" - pode ser destinado aos livros, e desiada daquela reservada para algumas horas de "rolê" na "night". Abrir mão das diversões mais imediatas pode parecer difícil, mas no fundo quem vai sair lucrando é o novo leitor. Um primeiro passo é organizar uma lista dos títulos que você precisa comprar, separando por autor, ou pela ordem de importância para as pretensões e necessidades. Com essa lista na mão você pode começar a montar sua biblioteca. Os livros novos você pode tentar comprar direto nas editoras, sempre "chorando" aquele "descontinho básico" para estudantes sem o "choro" ele não rola. Associar-se com outros colegas de faculdade para tentar negociar a compra de vários exemplares de um único título pode ser uma saída para se obter bons descontos, normalmente seu poder de barganhar com a editora vai aumentar proporcionalmente a quantidade de exemplares que você irá comprar. Mas livros novos, mesmo com descontos, em geral são caros. Outra solução é recorrer aos chamados sebos, lojas que vendem livros usados. Podemos encontrar neles vários livros quase novos, ou em ótimo estado de conservação, além de encontrarmos também títulos clássicos, já esgotados e há muito não reeditados, que não encontramos em livrarias comuns. Alguns livros são difíceis de se encontrar em sebos, especialmente os mais recentes, mas, mesmo assim, a quantidade de obras que eles nos disponibilizam fazem com que se tornem nossas melhores opções para compra de livros, especialmente nos chamados "clássicos" os textos consagrados e que quase todo professor indica aos quilos. Outra dica é: também nos sebos sempre "chore" um desconto, especialmente se você estiver levando três ou quatro volumes, já chegue no balcão com um deles separados (não o mais caro, mas sim um dos exemplares de preço intermediário) e diga: "Se levar todos esses esse outro aqui é oferta da casa?". Tirar uma manhã ou uma tarde por mês para "bater perna" pelos locais onde se concentram essas lojas é um hábito que irá ajudar na montagem de seu acervo, sempre com sua listinha em mãos. Para quem mora no Rio de Janeiro os principais pontos de concentração dessas lojas estão no Centro da Cidade e próximo ao Museu da República no Catete. Na Rua da Carioca, desde o Largo da Carioca até quase o Campo de Santana está localizada uma boa quantidade de lojas, nas ruas ao redor da Praça Tiradentes por dois ou três quarteirões em todas as direções encontramos lojas de diversos tamanhos, todas com acervos grandes onde precisamos "peneirar" os livros que queremos. Na Rua Marechal Floriano, no número 63, no Centro fica um dos sebos mais organizados e com melhor atendimento do Rio a Livraria Elizart, vale uma visita para pesquisar, são dois andares de livros muito bem organizados. Outro sebo famoso pela qualidade é o Berinjela, localizado no subsolo do número 185 da Avenida Rio Branco, onde também fica uma das melhores livrarias do Rio de Janeiro a Leonardo da Vinci (onde se passa horas vendo coisas que tentam a gente; das melhores publicações de arte do mundo até os grandes álbuns de história em quadrinhos). Dicas dadas, o negócio de vocês agora é correr atrás. No mercado de comunicação muitas vezes o prazo para realização do trabalho está longe de ser ao menos humano, nesses casos preparar imagens inéditas para o cliente é algo impensável. Uma das soluções é se socorrer em um banco de imagens: empresas que possuem catálogos de imagens prontas, sobre as mais diferentes temáticas e preparadas para as mais diferentes possibilidades de uso; suas imagens podem ser locadas ou mesmo compradas em definitivo, mas esses últimos casos são muito raros. Para se utilizar uma imagem desse tipo em um layout é necessário apenas entrar nos sites dos bancos de imagens e "baixar" aquela desejada, que em geral está disponível em um formato e resolução razoáveis para execução de layouts. Antes da apresentação do trabalho ao cliente é salutar manter-se um breve contato com o banco de imagem detentor do direito de utilização da imagem, por telefone ou por e-mail, e a consulta ao fornecedor se ela está liberada para locação ou não, em caso de uma resposta negativa o jeito é trocar de imagem, mas caso a imagem desejada esteja disponível é aconselhável reservá-la para uso de nosso cliente, caso contrário corre-se o risco de, entre a apresentação e a aprovação do layout e a ordem para a locação da imagem algum outro profissional reservar seu direito de utilização e, aí, enfrenta-se um belo problema com o cliente. Não é somente a adoção de perfis ICC (International Color Consortiun) o que permite um gerenciamento de cores adequado em artes gráficas. Para que os trabalhos apresentem uniformidade cromática nos seus mais diferentes estágios é preciso que tais perfis sejam adotados em todos os equipamentos e por todas as empresas envolvidas; tanto as de criação (agências de publicidade e escritórios de design), como de gráficas e empresas fornecedoras de serviços de pré-impressão. Um primeiro passo decisivo para a adoção de um gerenciamento de cores conseqüente em artes gráficas é a adoção de perfis ICC (International Color Consortiun). Esse organismo desenvolve especificações para gerenciamento de cores desde 1993, através de normas de construção e uso de perfis para impressão que podem ser aplicados aos formatos EPS, PICT, TIFF, JFIF, GIF. O primeiro grande problema para se alcançar um bom resultado no gerenciamento de cor é a divergência absolutamente natural entre as imagens de monitores e impressoras, a gama de tons alcançados pelas imagens de tela, baseadas na síntese aditiva (RGB), não podem mesmo ser idênticas às obtidas pelas imagens impressas, originárias da síntese subtrativa (CMYK), que apresentam uma gama de tons divergente. Começou no último dia 12 de junho no Rio de Janeiro, e prossegue por todo o mês de julho, uma interessante exposição: "Lithografia Serigrafia: História impressa pela Lithos". Muitas coisas interessantes para quem gosta de artes gráficas podem ser vistas no espaço organizado do SESC do bairro do Flamengo Rua Marquês de Abrantes, 99 , a exposição fica aberta à visitação de terça a sábado no horário de 12 Às 20 horas, e aos domingos entre 11 e 17 horas. As impressoras mais modernas, nos últimos anos, estão apresentando como tendência máquinas compostas por mais de um processo de impressão, em especial nos setores mais automatizados como embalagens e impressos de luxo. Flexografia, offset e serigrafia estão sendo colocadas em linha para facilitar a produção de impressos com detalhes cada vez mais complexos como: aplicação de tintas metálicas e vernizes especiais. Papéis a serem utilizados na produção de bolsas, além de uma gramatura superior aos 180g/m² devem possuir ótima resistência ao contato com a umidade e serem bem receptivos ao ancoramento da colagem, caso contrário o risco de rompimento devido ao peso se torna algo concreto e bem provável, o que sem dúvida deixa o produtor em má situação com o cliente. Ainda trabalhando indicações dos usos de papéis no tocante as suas gramaturas. Peças como receituários e outros papéis destinados ao preenchimento manual devem ser produzidas sempre com papéis de gramatura na casa dos 90g/m², assim a resistência à pressão dos instrumentos de escrita é em um nível bom evitando a perda de folhas com rasgos, amassados e outros acidentes na redação dos conteúdos. Mais uma indicação de uso de gramatura de papéis: envelopes com dimensões maiores (de A4 em diante) são destinados ao envio de um volume maior de papéis ou mesmo de objetos com um peso considerável; nesses casos ao menos um papel com 180 g/m² deve ser utilizado. Um recurso bom para produzir um envelope para envio de objetos mais delicados é forrar o interior do envelope com o chamado "plástico bolinha", aquele mesmo com uma série de pequenos espaços cheios com ar, o que serve de amortecimento em caso de muita pressão ou de pancadas no transporte de cargas mais frágeis. A gramatura indicada para papéis de carta varia entre 75 e 90 g/m², não há uma mais indicada, é apenas questão de escolha e, após essa, da manutenção do mesmo tipo de papel e de sua gramatura para estabelecer um padrão no material de comunicação de qualquer instituição. Já os envelopes para correspondência precisam de papéis com uma gramatura algo maior, entre 100 e 110 g/m², pois é preciso garantir mais resistência ao manuseio e uma opacidade algo mais elevada para preservar os conteúdos neles enviados. Falando sobre gramatura de papéis para produtos específicos vamos abrir uma série de dicas com os mais constantes: para cartões de vistas o mais indicado é utilizar algo por volta de 200g/m². Utilizando um papel abaixo de 150g/m² o cartão vira "papelzinho" de visitas e estraga-se com muita facilidade; ao passo que utilizando algo acima de 250g/m² vira arma ninja contra os clientes e amigos, basta arremessar com força que a "tabuleta" de visitas infligirá danos diversos ao seu alvo. Muitos trabalhos editoriais possuem sobre-capas, e esse recurso deve ser utilizado com certos cuidados. É necessário o emprego de um material bem resistente para a fabricação dessa peças, caso contrário em muito pouco tempo por vezes ainda nas prateleiras do ponto de venda as beiradas e as pontas das sobre-capas começam a apresentar danos que deixam o aspecto do livro (ou da revista) pouco atraente ao comprador, o que causa devoluções de materiais que somente nessa parte apresentam problemas. Os papéis mais pesados e posteriormente plastificados são bem indicados; já quanto aos materiais plásticos é preciso escolher com critério e evitar os que se tornam quebradiços quando ressecados pelo passar do tempo. Ainda falando de tintas especiais: as tintas de alta pigmentação são produzidas com um percentual maior de pigmentos, seu poder de cobertura obviamente aumenta, e as cores das imagens impressas ganham em gama tonal quando com essas tintas. Já as tintas gráficas perolizadas possuem uma aparência similar as tintas utilizadas nas pinturas automotivas, seu uso tem sido mais constante no ramo de embalagens, pois deixam os impressos mais chamativos e com um aspecto muito luxuoso, além de bem pouco convencional. Já o uso de tintas douradas ou prateadas como uma quinta cor além do tradicional CMYK somente está se ampliando devido à melhoria sensível que os pigmentos metálicos ganharam nos últimos anos, tais tintas deixam as imagens impressas de uma aparência que pode ser classificada como bem interessante, além de muito diferenciada com relação ao habitual, sua utilização é mais indicada para produtos como capas de livros e revista. O uso de qualquer uma dessas opções ainda é pouco comum no Brasil, mas todas essas tecnologias já estão disponíveis no nosso mercado. O uso das tintas perolizadas, da adição de uma quinta cor metalizada (em geral prata ou dourado) ou das tintas de alta pigmentação já é uma realidade no mercado brasileiro. Nos três casos as tintas especiais dão, devido aos efeitos que propiciam no impresso, uma aparência bem mais elegante ao produto que a obtida com o uso de tintas convencionais. Assim como na quinzena passada nessa continuaremos a falar de provas digitais, das chamadas prints. Se no caso de impressos digitais elas são a opção obrigatória no caso de impressos convencionais as prints são quase sempre desaconselháveis, a exceção fica por conta dos sistemas "ripados" para provas, com o adendo de que neles as cores são configuradas em função de um único sistema de impressão. Esses sistemas estão, em geral, configurados em função do sistema de impressão de algum grande veículo. As chamadas provas digitais ou prints como querem os anglófilos são, ao mesmo tempo, um conforto e uma praga que invadiram as artes gráficas nos últimos tempos. Mais uma vez não se trata de ir contra essa ou aquela opção, mas sim de utilizar o que é mais barato e mais adequado em cada situação. O uso de provas digitais no caso de impressos digitais é, além de óbvio, obrigatório; seu baixíssimo custo e a possibilidade de executar uma única cópia do arquivo de origem são as explicações para o uso de tal recurso. Assim as prints permitiram aos clientes o conforto de ter a visão de um impresso exato antes de autorizar a produção. Lidar com cores tem sido um dos piores problemas nos meios gráficos nesses tempos de computadores e impressoras digitais. Quase nunca uma imagem visualizada na tela irá ser impressa com absoluta correspondência de cores, a exceção fica por conta dos sistemas "ripados". Rasturing image processor é um termo que não tem tradução literal, mas seria algo como "processador e equalizador de imagens no sistema", é formado por um conjunto de software e hardware que fazem o controle de cores em uma estação gráfica permitindo sua total adequação a um padrão dado. Esses sistemas são utilizados atualmente por grandes veículos, principalmente para garantir a qualidade das provas digitais para seus clientes. Para aproveitar a dica dessa quinzena é preciso morar no Rio, ou vir até aqui, e sair de casa: no Centro Cultural Telemar, que fica na Rua Dois de Dezembro, 63, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, está acontecendo uma mostra de anúncios publicados no jornal "O Globo" desde 1925. Pra quem gosta de publicidade vale a vista. Muitos trabalhos são bem difíceis de se precificar. Quanto cobrar por uma ilustração? Essa é uma pergunta para qual a resposta é bem complexa e deve levar em conta toda uma série de fatores. O primeiro desses fatores é para qual mercado a ilustração é destinada. Algo feito para o mercado publicitário será, em geral, bem melhor remunerado que algo feito para o mercado editorial. O que definirá o preço no mercado publicitário será toda uma série de fatores, mas fundamentalmente há muito mais dinheiro circulando nesse filão que nos outros. Nos mercados fonográfico e editorial a tiragem determinará qual o valor possível para a remuneração do ilustrador, por isso há tamanho contraste entre os valores de remuneração dos trabalhos, que por vezes podem ser bem parecidos. Um dos problemas mais constantes de um profissional de comunicação é como formar o preço de seu trabalho. Há tabelas que indicam valores mínimos que devem ser cobrados, mas algumas dessas cifras somente se tornam efetivamente possíveis no caso de trabalhos para clientes de grande porte. De qualquer forma são essas tabelas de associações profissionais ou sindicatos patronais que devem guiar a formação do preço de nossos serviços. Quanto ao trabalho de produção gráfica o recomendado é sempre cobrar do cliente, nunca da gráfica. Os valores irão variar desde 5 até 15% das faturas emitidas pelas empresas gráficas contra os clientes que atendemos. Quanto maior o valor do pedido menor deve ser a comissão de acompanhamento. Também é possível se acertar um valor fixo por hora ou dia trabalhado. Mais uma dica sobre softwares para trabalhos de design gráfico. Os editores de texto são programas que servem fundamentalmente ao desenvolvimento de trabalhos com grande volume de texto e/ou um maior número de páginas. Mais uma vez o mercado oferece ao profissional diversas opções: QuarkXPress, PageMaker, CorelVentura, InDesign e outros menos cotados. O ideal é dominarmos o Word do pacote do Microsoft Office e um dos programas mais complexos. O Word é extremamente necessário no desenvolvimento de trabalhos voltados para um público não especializado por ser o software de editoração mais comumente utilizado por secretárias, congêneres, similares e assemelhadas , assim dominar seu funcionamento serve ao profissional de design não para utilizar essa ferramenta (que não é voltada ao nosso trabalho), mas sim como forma de conhecer as possibilidades de desenvolvimentos de trabalhos para terceiros, tão comuns com esse programa nas identidades visuais, por exemplo. Mas afinal qual o melhor editor de texto? Aquele que você dominar com desenvoltura. Uma pequena nota é válida com relação ao PageMaker, o programa está sendo descontinuado pela Adobe (seu fabricante) que procura atender ao mercado com o InDesign em seu lugar. Qual software é a melhor opção para a criação e manipulação de desenhos vetoriais? A pergunta é constante e as principais opções de mercado são: o CorelDraw da Corel , o Illustrator da Adobe , e o FreeHand da Macromidia. O primeiro é mais comum em equipamentos com sistema Windows, já os outros dois são opções mais freqüentes em equipamentos Apple com MacOS. As diferenças de operação entre eles não chegam a interferir no desempenho de algum deles de forma muito marcante, e a manipulação desse tipo de arquivo por qualquer um dos programas é basicamente a mesma. A dica é dominar os três nas operações básicas e se especializar em um deles com mais profundidade. O Adobe Photoshop é, sem dúvida, o melhor programa para edição de imagens em bitmap, os concorrentes não chegam nem perto da capacidade de manipulação oferecida pelo software líder no mercado. A dica para o aprender com rapidez e satisfatoriamente é começar pela versão 4, bastante completa em termos de recursos e bem mais "leve". Trabalhe ao menos umas duas horas por dia, repita exercícios dos tutoriais existentes da web, imagine soluções e tente realizar, "quebre" o mouse de tanto insistir em testar possibilidades. A melhor maneira para se aprender esse, ou qualquer outro programa, é ralando sobre o computador. Qual o melhor editor de texto, ou o melhor programa de desenho vetorial, ou o melhor software para webdesign? Inúmeras vezes ouço esse tipo de questão dos meus alunos. O melhor é aquele que operamos bem, seja ele qual for. A melhor dica com relação aos programas gráficos talvez seja: não entre na paranóia da última versão, simplesmente aprenda uma delas a fundo, assim você poderá contar com o melhor de cada programa. Para área gráfica o ideal é conhecer bem um editor de textos, um editor de imagem vetorial, um editor de imagem em bitmap e um montador. Por vezes alguns programas são eficientes em mais de uma função. Ainda tratando dos problemas com imagens para impressão provocados por deficiências na resolução de entrada. Uma fórmulinha relativamente simples permite determinar a resolução que se deve utilizar na captura da imagem: Re = 2 x Rs x Far. Re é a resolução de entrada, Rs é a resolução de saída (a lineatura da retícula ou a definição da imagem impressa digitalmente) e Far é o fator de ampliação ou redução da imagem. O último elemento é o que mais suscita desentendimentos, para facilitar vamos ver dois exemplos: 1 - Um original medindo 18 x 24 centímetros que será impresso numa área de 9 centímetros de altura será reduzido a metade do seu tamanho inicial, assim o Far será 0,5. 2 - Um original medindo 6 x 6 centímetros que será impresso ocupando uma área de 15 centímetros sendo ampliado duas vezes e meia do seu tamanho inicial, assim o Far será de 2,5. Um dos problemas mais freqüente com imagens para impressão é provocado por deficiências na resolução de entrada. Resolução é a definição da imagem e está diretamente relacionada com sua qualidade visual. O problema em geral é causado no momento da captura da imagem pelo scanner ou na sua concepção (quando a imagem é uma ilustração digital). Uma vez capturada ou produzida em uma definição baixa é praticamente impossível alterar, para cima, essa resolução; e isso causará problemas em todo o restante do processo de reprodução. 0,618 é o valor pelo qual as dimensões de um determinado trabalho devem ser divididas caso se queira trabalhar com a divisão áurea. Construir um cartaz, ou qualquer outra peça, com proporções baseadas na divisão áurea é bem fácil, basta fazer com que a relação entre altura e largura da peça sejam determinadas pelo fator acima. Nem todo dia é dia santo. O velho adágio vale em especial para profissionais de criação, nem sempre é possível conceber trabalhos gráficos brilhantes e dignos de serem notados. Quando as musas falharem estruturas tradicionais como layouts centralizados ou construídos com base nas proporções do número áureo podem ser salvadores. O aproveitamento do papel de impressão é de grande importância na composição do custo de um impresso, seu cálculo deverá sempre ser feito antes do desenvolvimento do layout para apresentação ao cliente, já que uma vez escolhido o formato não poderá ser mudado sem alguns constrangimentos e provável redução de confiança. A escolha de um bom formato não deve deixar de prever as áreas de sangramento e para inclusão das marcas de impressão (cruzes de acerto, escalas de controle densitométrico e afins), mas deve aproveitar cada centímetro do papel. Ainda tratando sobre a produção de livros por meios digitais: o grande problema é o manuseio prolongado dos volumes, pois o sistema de acabamento disponível é o chamado acabamento de brochura, no qual os cadernos são esfolados na parte voltada para a lombada e essa é formada com a colagem do miolo diretamente sobre a capa. A grande desvantagem é que, com o uso, as folhas começam a soltar. Todo cuidado deve ser tomado com o fechamento de cadernos para produção de livros. As muitas mudanças ocorridas nos últimos anos com a introdução dos recursos digitais não modificaram o fechamento do miolo dos livros produzidos no sistema convencional, que ainda são a maioria. A grande vantagem dos sistemas digitais de produção de livros está relacionada com a tiragem, que agora pode ser pensada mesmo em quantidades bem pequenas, como uma única dezena. Para que o papel seja adequado ao bom projeto de livro a questão do conforto da leitura é fundamental. Os papéis mais indicados nesse item são os chamados "off-white", pois são bem mais confortáveis devido ao grau de reflexão de luz ideal ao olho humano, um contraste bom entre fundo e texto facilita a leitura e não há tanta reflexão de luz como nos papéis mais brancos. Já o alta alvura, uma das indicações mais comuns dos gráficos, deve ser sempre evitado em tais trabalhos, pois seu grau de reflexão de radiação UV é danoso no caso da leitura prolongada. O cuidado com a escolha do papel adequado a um projeto gráfico deve começar pela determinação precisa da gramatura. Para projeto de livros o que determina a gramatura é, em princípio, a existência ou não de muita carga de tinta no miolo. Para um livro composto exclusivamente por texto corrido, ou por texto e gráficos leves com pouca imagem, algo entre 75 e 90 g/m² é o bastante. A especificação de cores especiais em projetos gráficos deve sempre ser feita pela Escala Pantone, no meio gráfico ou meio digital. Muitos alunos perguntam sobre qual Escala Pantone comprar. O mais indicado é comprar o conjunto de guias PANTONE® formula guides coated, uncoated, matte. São três guias com a impressão das cores Pantone em papéis com cobertura (do tipo couchê com brilho), sem cobertura (do tipo offset) e com cobertura e acabamento fosqueado (do tipo couchê matte). Essas escalas cobrem quase todas as aplicações de cores especiais em meios gráficos. Atualmente para aprender a fazer a produção de um impresso parece ser mais necessário fazer um curso de informática que conhecer tintas, impressoras e os outros elementos tradicionais do setor, mas isso é ilusório. Desde os tempos de Guttenberg que a área gráfica foi resultado do agrupamento de diferentes tecnologias com um único objetivo: reproduzir textos e imagens o melhor e mais corretamente possível. Para isso é necessário que conheçamos bem o procedimento convencional antes de nos enfronharmos com as tecnologias digitais. Nada contra elas, muitíssimo pelo contrário: tudo a favor. Só que praticamente tudo o que hoje fazemos com o uso de meios digitais foi feito antes no meio convencional. Sem conhecer os procedimentos convencionais temos mais um problema, além do problema que já é conhecer o funcionamento e a operação dos sistemas de computação gráfica. Por isso a dica é: seja disciplinado, aprenda primeiro o que se faz no meio convencional, em seguida aprenda a operar bem a estação gráfica e aí sim junte as duas coisas. O investimento em alguns periféricos, para quem pretende trabalhar por conta própria, acaba se tornando indispensável. Aqueles que querem trabalhar com design gráfico e/ou direção de arte hoje precisam, mais do que nunca, conhecer e operar equipamentos digitais de captura de imagens: máquinas fotográficas digitais. Muitos problemas de produção de imagens para trabalhos gráficos já são solucionáveis com as imagens capturadas pelas máquinas fotográficas com resolução mais elevada. Contudo precisamos ter o devido cuidado, pois trabalhos de maior necessidade de qualidade ou de maior tamanho necessitam de registros fotográficos mais apurados, e aí... ainda são os feitos com equipamentos convencionais que são os indicados. Só não sabemos por mais quanto tempo, é impossível negar que, em muito pouco tempo, os produtos das máquinas digitais devem substituir os das convencionais. A dica que é dada nessa quinzena é mais de autoprodução: muitos alunos pedem orientação sobre como montar um port-fólio para procurar uma vaga de estágio ou mesmo trabalhos como profissional free-lancer no mercado. Atualmente as apresentações profissionais tendem a também serem feitas, como todo o resto, através de peças virtuais: websites pessoais e CD-Rons auto-executáveis são opções viáveis e cada vez mais utilizadas. Mas as velhas pastas físicas não devem ser descartadas, mesmo para os profissionais mais focados em trabalhos para web. Aí devemos escolher entre dez e quinze trabalhos, os organizar do melhor para o "menos melhor", colocar na primeira página o que consideramos melhor de todos e, nas páginas seguintes, fazer uma seqüência que irá do "menos melhor" ao "segundo" melhor progressivamente. Como muitos alunos manifestam a vontade de trabalhar por conta própria a dica vai para eles: montar seu próprio negócio. Nessa quinzena vamos nessa direção: trabalhar como free-lancer (ou autônomo), no mercado atual, praticamente exige a montagem de uma pessoa jurídica - uma empresa. As vantagens que essa atitude pode gerar são em número bem maior que as desvantagens, basta não querer "inventar", pagar os impostos, operar direitinho com a nota fiscal e, principalmente, usar boleto de cobrança bancária. O boleto é que dá uma garantia bem maior do recebimento dos valores devidos pelos trabalhos efetuados. Em projetos para a internet a indicação é usar tipologias da família das lapidárias, pois a conformação do tipo na tela faz-se através dos píxeis que dão aos outros grupos de fontes um acabamento menos propício para uma boa leitura. As escolhas de processos digitais para produção de determinados impressos deve ser orientada principalmente pela tiragem, mas também pelo custeio. As chamadas impressões digitais ainda estão fortemente direcionadas por suas matrizes de custo para o mercado de impressão por demanda, ou seja impressos com pequenos volumes que podem se repetir com certa periodicidade, menos constante. A cor do papel pode ter influência direta na qualidade das imagens impressas. Assim, na hora de escolher o papel para um determinado trabalho gráfico verifique antes se sua tonalidade não pode causar problemas nas cores das imagens que serão impressas. Continuando a falar de tintas gráficas. As características técnicas das tintas gráficas não podem ser afetadas por "erros de projeto". Caso alguma coisa dê errado em um trabalho e o gráfico aponte a reologia da tinta, o tack ou qualquer outra característica físico-química da tinta como causadora do problema, e vincule isso ao projeto, imputando ao tal "erro" a responsabilidade pelo problema você deve rir e dizer para ele não tentar lhe enrolar, voltar para máquina e refazer a impressão, pois por aquela nem você, nem seu cliente, irão pagar. Problemas como arrancamento (quando a impressão fica com falhas onde o papel parece ter sido esfolado) ou repinte (quando a imagem de um lado decalca no outro) são problemas que por nada, mas por nada mesmo, podem ter sido provocados por "erros de projeto". Ainda falando de cores, mas já passando a tratar de tintas gráficas: existem existem existem tintas de impressão na cor branca, tanto opacas quanto transparentes. O chamado "branco opaco" é muito utilizado em serigrafia, mas em outros processos gráficos igualmente, para uma impressão de base sobre materiais transparentes ou com cores escuras que possibilite a impressão das outras cores sem alteração dos seus tons. Já no processo offset o uso de "branco opaco" não é das coisas mais bem quistas pelos gráficos, uma vez que o pigmento da tinta é um tanto ao quanto grosso e costuma prejudicar a rolagem de entintamento, mas também é uma opção de cor utilizável nesse processo. Um projeto que trabalhe com cores especiais deve ter a determinação dessas primeiro feita pela escala Pantone, pois somente quando a escolha das cores parte dessa escala podemos obter uma correspondência total entre ela, a escala europa (CMYK), a escala de cores luzes (RGB) e a escala de cores para web. A escolha da gráfica que irá imprimir o trabalho deverá levar em consideração a tiragem planejada. Pequenas tiragens, pequenas gráficas. Tiragens medianas, gráficas medianas. Grandes tiragens, grandes gráficas. O ideal é que tenhamos uma relação de parceria com, no mínimo, três empresas de cada porte. Assim o risco de ficarmos sem fornecedor é bastante reduzido. Lembre-se sempre: relação de parceria é aquela que é boa para ambos: nem a gráfica pode aplicar um "balão" em você - tal como não entregar no prazo acordado um trabalho sem uma boa justificativa -, muito menos você deve concordar em por pressão sobre o fornecedor para obter o trabalho em um prazo "maluco" para satisfazer alguma vontade dos seus clientes. Muitas vezes os clientes atrasam a aprovação do layout ou das provas e, depois, ficam pressionando para "recuperar" o atraso que eles causaram. Projetos são uma previsão e uma ordenação da produção industrial de um impresso. Sendo assim devem levar sempre em conta os dados desse tipo de processo. Para se fazer isso o melhor é pensar sobre as principais necessidades da produção antes de começar qualquer coisa, e em um impresso, isso significa estudar o uso do papel. O formato do impresso deve visar sempre o melhor aproveitamento do papel de impressão. Existem "tabelinhas" que na verdade não levam em consideração "bobagens" como a pinça da máquina, o refile e outras coisas absolutamente necessárias sendo, obviamente equivocadas. Devemos sempre descontar primeiro esses valores e só então pensar na divisão da área útil do papel. Ainda falando dos sistemas de prova: vamos ao Cromalin: um sistema de provas a seco desenvolvido pela DuPont. Foi desenvolvido pensando em dar agilidade às provas para impressão convencional sobre papel com cobertura. Os resultados das provas de Cromalin são bons, porém muito brilhosos e possuem um aspecto voltado para impressos que terão o mesmo brilho no final. Quando utilizadas para impressos sobre papéis sem cobertura o resultado final pode decepcionar o cliente, exatamente pala falta do brilho que as provas apresentam. Continuando com os sistemas de prova: vai aqui uma recomendação para os impressos no tradicional sistema convencional de offset: provas de prelo são sempre as que mais se aproximam do resultado final na produção. São mais dispendiosas, mas valem o investimento. Os sistemas de prova para impressos - como de resto quase tudo em artes gráficas - também sofreram grandes alterações com a introdução das tecnologias digitais. Com relação aos impressos que serão produzidos diretamente em equipamentos digitais de impressão, para que se obtenha provas com cores fidedignas às das imagens finais no impresso, basta fazer as provas nos mesmos equipamentos. Os resultados visuais apresentados aos clientes serão exatamente iguais aos obtidos nas tiragens posteriores. A escolha do modo de cor para cada imagem deve seguir sua aplicação. Vamos falar dos dois principais: imagens no modo RGB (do inglês Red, Green e Blue) serão destinadas para aplicação em meios cuja formação da imagem seja por fontes luminosas (como vídeo e web) já o padrão CMYK (também do inglês Cyan, Magenta, Yellow e BlacK) se destina ao meio impresso, onde a reprodução das imagens se faz através das tintas dessas cores. Basta lembrar da estação de trabalho: monitor = RGB, impressora = CMYK. Cuidado com as imagens que se aproximam das bordas do impresso. Sempre deve haver uma "sobra", tanto para dentro quanto para fora, isso serve para que evitemos o surgimento de "unhas" (fios brancos) ou que a imagem seja degolada (tenha parte importante do seu conteúdo atingida pelo corte). Escolher tipologias para trabalhos de design sempre foi um dos elementos mais importantes, observar com cuidado suas características, verificar se essas se coadunam com as necessidades do trabalho é uma das melhores dicas para o trabalho funcionar bem. Outro "macete" importante é nunca se esquecer de levar os arquivos de fontes, que forem necessários aos trabalhos, para onde quer que formos produzir impressões digitais, fotolitos ou mesmo matrizes em CTP. Cuidado ao escolher as cores no seu programa de montagem, ou no seu programa de edição de imagens. Optando por uma cor pantone você irá gerar mais uma entrada, e mais um custo. Normalmente o correto é, no final de tudo, converter todas as cores para escala Europa (padrão CMYK), a não ser que estejamos trabalhando com cores especiais.
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